Ministérios

Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística

Ministrando a EucaristiaO ministro extraordinário é, na Igreja Católica, um leigo a quem é dada permissão, de forma temporária ou permanente, de distribuir a comunhão aos fiéis, na missa ou noutras circunstâncias, quando não há um ministro ordenado (bispo, presbítero ou diácono) que o possa fazer.

Chamam-se extraordinários porque só devem exercer o seu ministério em caso de necessidade e porque os ministros ordinários (isto é, os habituais) da comunhão são aqueles que receberam o sacramento da Ordem. Na verdade, é a estes que compete, por direito, distribuir a comunhão. Por esse motivo, o nome desta função é ministro extraordinário da comunhão, e não “ministro da Eucaristia”, como comumente é chamado, visto que apenas os sacerdotes são, de fato, ministros da Eucaristia.

São estas as funções dos ministros extraordinários da comunhão: Distribuição da comunhão na missa; distribuição da comunhão fora da missa, aos doentes ou outras pessoas que com razão o solicitem; administração do viático; e exposição do Santíssimo Sacramento para adoração dos fiéis (mas não a bênção com o mesmo).

Ministério Extraordinário das Exéquias

Anjo levando para o céuO mistério da morte, para os cristãos, ilumina-se à luz da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Por isso, o Concílio Vaticano II, ao recomendar a revisão do Ritual das Exéquias, pediu que nelas se exprimisse «mais claramente o sentido pascal da morte cristã», respeitando as condições e as tradições de cada região.

Pelas exéquias, a Igreja confia o defunto à misericórdia de Deus e, através da aspersão, da incensação, das flores, dos cânticos e das orações, exprime a veneração que dispensa ao corpo que foi regenerado pelas águas batismais, se tornou templo do Espírito Santo e foi alimentado com o Pão da Vida. Consola os vivos enlutados, garantindo-lhes, pela fé, a união futura com o defunto na comunhão dos santos. Desta forma a celebração da morte alimenta em todos os fiéis a esperança da eternidade e afirma o caráter escatológico da vida cristã (SC, 8; LG, 48-51), pois os que foram «configurados com Cristo na morte, com Cristo tomarão parte na Ressurreição».

São funções dos Ministros das Exéquias: presidir a celebração da Palavra por ocasião das exéquias; proceder a encomendação do corpo conforme o ritual; dar assistência pastoral à família, preparando-a para a missa de sétimo dia; e exercer o ministério da consolação.