A quem iremos?

“Senhor, a quem iremos nós? Só Tu tens palavras da vida eterna.” (João 6,68)

Recentemente, tenho percebido entre as lideranças pastorais, entre os leigos e as leigas de nossas comunidades, um certo desconforto a respeito de preceitos contrários à fé Católica, ofensivas aos ensinamentos de nossos pais.

É certo que por meio dos variados meios de comunicação, da televisão à internet, há sempre um desejo do maligno de lançar-se sobre os nossos lares com doutrinas maliciosas, duvidosas, relativistas... E é bem verdade que a materialização tem encantado muitos corações e, infelizmente, as facilidades do mundo moderno e paganizado afasta a paz de muitas boas almas de nossa igreja.

Afinal, quem está falando a verdade? A quem devemos seguir?

As palavras do Apóstolo Pedro a Jesus tornam-se cada vez mais atuais: “Senhor, a quem iremos nós? Só Tu tens palavras da vida eterna”.  De fato Jesus Cristo, ainda hoje, deseja estar em nosso coração e produzir frutos de santidade, de pertença, e, sobretudo, de amor ao próximo.

Cada cristão é convidado a dar testemunho de Cristo diante das tantas provações e desafios que a vida nos propõe. E, nesse caminhar, é belo perceber como o Senhor permanece conosco, para tanto Ele mesmo nos convida a enfrentar a nossa realidade presente e não quer ninguém alienado, ninguém abstrato; ao contrário, espera que sejamos homens e mulheres de Deus, comunicando ao mundo o Evangelho do Amor, semeando a concórdia e a paz.

Surge um convite para que defendamos a nossa fé, seguindo com fidelidade os ensinamentos de Cristo e da Igreja, anunciando ao mundo a verdade que é o próprio Jesus. O Salvador que nos encoraja a pensar a realidade e enfrentar as provações: “No mundo haveis de ter tribulações. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33b). Convido aqui para que cada católico, no despertar de um novo dia, disponha-se a repetir esses versículos com ardor, com firmeza.

O Senhor vem cuidar de nós e a Virgem Maria vem ensinar a não vacilar. Nossa Senhora, aquela que experimentou as maldades desse mundo – principalmente quando a manifestação do mal no calvário parecia cantar uma vitória definitiva sobre o enviado de Deus – estava ali de pé, com sua alma rasgada, sabendo que aquilo tudo passaria e que seu Filho ressuscitaria vitorioso.

Ajude-nos, ó Virgem Maria, a olhar o amanhã, sem medo e sem vacilar, enfrentando os areópagos do mundo moderno, não com nossas forças, mas com a força que vem do Alto.

Sejamos Católicos e defensores da Verdade para que a Verdade nos liberte de todo mal!

Padre Diego Carvalho
Pároco