No chamado Dia da Expiação, encontrado no livro bíblico de Levítico, os hebreus organizavam uma
série de rituais que pretendiam purificar a sua nação. Para tanto, organizavam um ato religioso que
contava com a participação de dois bodes, que eram submetidos a um sorteio (Lev 16, 7-10) “Tomará
os dois bodes e os colocará diante do Senhor, à entrada da tenda de reunião. Deitará sortes os dois
bodes, uma para o Senhor, e outra para Azazel. Oferecerá o bode sobre o qual caiu a sorte para o
Senhor e oferecê-lo-á em sacrifício pelo pecado. Quanto ao bode sobre o qual caiu a sorte para Azazel,
será apresentado vivo ao Senhor, para que se faça a expiação sobre ele, a fim de enviá-lo a Azazel,
no deserto.”
Assim, o primeiro era sacrificado junto com um touro e seu sangue marcava as paredes do templo.
O outro bode era transformado em “bode expiatório” e, por isso, tinha a função ritual de carregar
todos os pecados da comunidade. Nesse instante, um sacerdote levava as mãos até a cabeça do animal
inocente para que ele carregasse simbolicamente os pecados da população. Depois disso, era abandonado
no deserto para Azazel.
Não se sabe ao certo o significado dessa palavra. A maioria dos estudiosos acreditas que seria o
nome de um demônio, mas há que traduza o termo como ‘precipício’.
Fontes:
Rainer Sousa. Graduado em História. Equipe Brasil Escola. Disponível em: http://www.brasilescola.com/curiosidades/bode-expiatorio.htm
Dicionário Bíblico. Ed Paulus
