'Senhor fazei-me um instrumento de vossa paz!'
Onde está a felicidade?

A felicidade é um desejo de todos
Sexta-feira, 08/05/2009


Todos anseiam pela felicidade, aspiram a ela. Mas são poucos os que a encontram, porque a maioria busca onde ela não existe.

Saiamos à rua. Pela ampla via caminham pessoas de todas as idades e condições; cada uma delas visa alguma meta onde põe uma parcela da sua felicidade. Pela parte central da rua, circulam os ônibus e automóveis e os que neles vão sentados sonham com a felicidade. Nas vitrines, oferecem-se aos transeuntes os artigos mais variados, para tornar felizes os proprietários e os compradores. Para onde quer que dirijas o olhar, verás as pessoas sedentas de felicidade. Mas estarão todas seguras de que, no final de suas canseiras, poderão abraçar o tesouro tão suspirado?

Entre elas, há quem se propôs como meta acumular bens materiais. Mas ainda não conseguiu atingir o alvo de seus desejos e, por isso, continua ansiando. Será que o alcançará?... Quanto mais riqueza amontoa, tanto mais se anima em correr atrás dela e tanto mais ambiciona. E, mesmo que possuísse o mundo inteiro, lançaria ainda o olhar, cheio de cobiça, para a lua. Ele quer mais, sempre mais, e anseia adquirir cada vez mais depressa e possuir por mais longo tempo. Quantos esforços, quanto afã, quantos sacrifícios, quanta saúde lhe custou o que tem, e quantos trabalhos ainda o esperam! E se sobrevier uma doença? E se a sorte o abandona? E se um ladrão o rouba?... Por fim, chegará também a morte. E então?... Terá que deixar tudo e partir, a sós consigo mesmo, para a eternidade. Por conseguinte, ele ainda não tem a posse da felicidade!

Prossigamos. Sobre uma porta há um cartaz: "Grande baile". Enorme concorrência. Desfrutam do mundo, enquanto é possível! Contudo, essas pessoas serão felizes? Não desejarão, porventura, algo mais, um cálice de delícias ainda maior, mais repleto, mais doce? Buscam sempre novos prazeres, mas afinal, é o tédio, os limites. Elas queriam uma felicidade sem limites, interminável... Portanto, eles também não a acharam!

Não será acaso a glória que satisfaz o homem? Passemos o olhar pela falange de homens célebres que ocupam posições elevadas e gozam de grande fama. Será que eles possuem o talismã da felicidade? Interroguemo-los para saber se acaso não desejam que a sua glória atinja horizontes ainda mais vastos e brilhe noutros domínios. Mas a glória também é um cristal extremamente frágil. Muitos que até há bem pouco tempo eram célebres, estão agora mergulhados na sombra do esquecimento. E, ao fim e ao cabo, também eles receberão a visita da morte... E, depois da morte? De que lhes servirão os elogios humanos e os monumentos, se a eternidade lhes for amarga?... Também não é aí, portanto, que está a felicidade. Além do mais, riquezas, prazeres e glória são privilégios de poucos, mas a felicidade é um desejo de todos...

O coração do homem é demasiado grande para se satisfazer com o dinheiro, com a sensualidade ou com a fumaça da glória, que são ilusórios, embora atordoem. Ele deseja um bem mais excelso, sem limites, que dure eternamente.

Este bem só está em Deus.

São Maximiliano, n. 995
Texto de São Maximiliano - extraído da Revista Cavaleiro da Imaculada, Ano 31, Janeiro/Fevereiro de 2009.

São Maximiliano?
Se ao ler as linhas acima você ficou intrigado com a profundidade e objetividade de seu conteúdo, e logo quis saber de quem era autoria e, percebendo que se tratava de um santo - talvez não muito conhecido -, teve a curiosidade de conhecer o contexto no qual esse texto foi escrito, clique aqui para conhecer um pouco da sua história.

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