Sexta-feira, 08/05/2009
São Maximiliano
São Maximiliano Maria Kolbe é um grande dom de Deus para a Igreja e para a humanidade. Logo veremos por
que.
Recebendo de seus pais o nome Raimundo Kolbe, nasceu aos 8 de janeiro de 1894, na Polônia. Sua família
era operária, pobre e profundamente religiosa. Aos treze anos entrou no seminário franciscano, quando
optou por chamar-se Maximiliano Maria.
Enquanto estudante destacou-se de forma genial na matemática e em ciências. Para estudar filosofia e teologia, foi enviado a Roma onde diplomou-se doutor. Ainda seminarista, manifestou seu zelo e amor a Maria ao fundar o Movimento de Apostolado Mariano "Milicia da Imaculada". Quando foi ordenado sacerdote em 1918, contudo, retornou voltou para o seu país, onde recebeu a missão de lecionar no seminário franciscano, em Cracóvia.
Em 1922 - mesmo sem recursos financeiros -, fundou uma revista mensal com o título Cavalheiro da Imaculada, que rapidamente chegou à elevada tiragem de um milhão de exemplares. A esta iniciativa, seguiram-se outras, como: O Pequeno Cavalheiro da Imaculada, uma revista infantil; o Miles Immaculatae, revista latina para sacerdotes; e um diário que chamou de Pequeno Jornal, com duzentos mil exemplares. Inquestionavelmente, seu carisma passava pela imprensa e seu objetivo era atingir o mundo inteiro, revelando-lhe a Cristo por meio de Maria Imaculada.
Em 1930, Maximiliano partiu para o Japão, onde fundou a revista O Cavalheiro da Imaculada, em Nagasaki, que apesar do restrito meio católico, alcançou surpreendentemente a tiragem de cinquenta mil exemplares.
Sua permanência no Japão, no entanto, foi curta. No ano de 1936, seus superiores o convocaram para dirigir o grande convento franciscano de Niepakalanow, na Polônia. A obediência de ter que deixar suas iniciativas apostólicas no Japão foi muito difícil. São Maximiliano foi um visionário da evangelização. Ele desejava viajar para a Índia e pelos países árabes fundando revistas e jornais que propagassem a devoção à Imaculada, propagando assim o Reino de Deus.
Entre os anos de 1936 e 1940, período em que teve início a Segunda Guerra Mundial, Maximiliano
redobrou seu zelo no apostolado da imprensa, mas mantendo ainda seu trabalho na direção do convento
e da formação de cerca de duzentos jovens.
No início de setembro de 1939, as tropas nazistas invadiram a Polônia e destruíram casas e incendiaram
tudo. Frei Maximiliano foi preso duas vezes. A prisão definitiva aconteceu em 17 de fevereiro de 1941.
Quando o chefe militar viu Frei Maximiliano vestido de hábito religioso, ficou muito irritado e
agarrou-lhe o crucifixo, gritando:
-E tu acreditas nisso?
-Creio sim!
O frei recebeu um violento
soco no rosto, que repetiu-se por mais três vezes, assim como sua confissão de fé.
No final de maio de 1941, Frei Maximiliano foi transferido de Varsóvia para o campo de extermínio de Auschwitz, perto de Cracóvia. Este era um lugar de horrores. É suficiente afirmar que lá foram assassinados - após muitos sofrimentos e torturas - quatro milhões de pessoas, em sua maioria judeus.
Em agosto do mesmo ano, houve uma fuga de um prisioneiro daquele campo e em represália,
dez prisioneiros
inocentes foram condenados à morte de fome. Compadecido com o sorteado que chorava
"Pobre de minha mulher, pobre de meus filhos...", Frei Maximiliano pediu ao comandante o favor de
poder substituir aquele pai de família em sua condenação.
-Quem és tu?- gritou o comandante.
-Sou um padre católico
-Aceito sua decisão.
E assim, Frei Maximiliano, prisioneiro de número
16.670 foi condenado a morte.
Todos os dez, despidos, foram empurrados numa pequena, úmida e escura
cela subterrânea, para morrer de fome. Francisco Gajowniczek, o pai de família que havia recebido a
condenação juntou-se aos demais prisioneiros.
Depois de duas semanas, quatro ainda estavam vivos, e um deles era Frei Maximiliano.
Para desocupar o lugar, no entanto, eles foram mortos com uma injeção venenosa. Até aquele instante,
São Maximiliano, esquecido de si, consolava seus colegas, suavizando-lhes as penas.
Francisco Gajowniczek conseguiu sobreviver. No dia 10 de outubro de 1982 estava presente à solene
canonização de Maximiliano e pode testemunhar quanto ao heroísmo daquele que deu a vida no seu lugar.
Inocência. Martírio. Doação. Amor. Empenho. Fé. Coragem. Misericórdia. Obediência. Tantas são as
qualidades que podemos observar ao conhecermos um pouco da vida de São Maximiliano...
Peçamos a Deus a graça de aprendermos com ele, de sermos como ele: inocentes, firmes na fé,
na capacidade de amar, perdoar e servir.
Por vezes nos sentimos amedrontados e inertes diante da nossa própria vida. Que o exemplo de São Maximiliano reacenda em nós a vontade de lutar, de buscar, de conhecer, de aprender.
São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!
Renata Maria Bourguignon Torres
Equipe do Site
Fonte:
CONTI, Dom Servilio, IMC. O Santo do Dia. Vozes: Rio de Janeiro, 2001
