"Faça-se em mim segundo a tua palavra."
Sexta-feira, 08/05/2009
Temos Mãe.
Na Carta Apostólica Mulieris Dignitaten, do Sumo Pontífice João Paulo II, sobre a dignidade e a vocação da mulher, é feita uma referência aos vários documentos do Concílio Vaticano II, que afirma em sua mensagem final: “Mas a hora vem, a hora chegou, em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquire no mundo uma influência, um alcance, um poder jamais alcançado até agora. Por isso, no momento em que a humanidade conhece uma mudança tão profunda, as mulheres iluminadas do espírito do Evangelho tanto podem ajudar para que a humanidade não decaia”.
Há também, nesta Carta Apostólica, várias referências às diversas formas de atuação da mulher na sociedade que demonstram sua dignidade, contudo a que chama mais atenção neste período de comemoração do Dia das Mães é justamente à vocação para a maternidade. Neste chamado se manifesta a própria história da salvação quando Eva, “a mãe de todos os viventes” (Gên 3,20), “conhecendo” o homem, recebeu em seu ventre o princípio da criação humana e Maria, “Mãe da Igreja”, indagando: “Como se realizará isso, pois eu não conheço homem?” (Lc 1, 34) e recebendo a explicação do Anjo como tudo aconteceria, se tornou, pela graça do seu “faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38), a mãe de Jesus, nosso Salvador e, mais adiante, reconhecida pela Igreja como nossa Mãe.
Como diz os documentos do Vaticano II e reafirma o Papa, “as mulheres iluminadas do espírito do Evangelho” têm o poder de não permitir que a humanidade se perca. E esse poder se expressa quando promovem a união dos lares, a criação e educação cristã dos filhos. Neste sentido também João Paulo II convida-nos a dirigirmos nossa meditação “para a virgindade e a maternidade, duas dimensões particulares na realização da personalidade feminina” e, especialmente neste aspecto, nossa Mãe Maria se destaca como exemplo grandioso para todas as mulheres: mães naturais, mães adotivas, mães de vida consagrada, que mesmo entregando sua sexualidade a Deus e não gerando vida em seus seios, geram e educam na comunidade abundância de filhos e filhas.
Nestes dias em que a sociedade se volta em homenagens às mães, nós cristãos católicos nos voltamos para esta mesma sociedade e podemos dizer: “Sim, nós temos Mãe!” E, mais ainda, nossas mães têm um modelo a ser seguido, um modelo de perfeição. Somos amplamente agraciados neste momento, pois temos mães que nos geram e criam, temos mães que nos criam sem nos gerar, temos mães que, no serviço de uma vida religiosa, nos ensinam e nos guiam; e, sobretudo, temos Maria.
Portanto, se alguns católicos não tiverem mais a mãe que os gerou, se não tiverem uma que os criou
e se mesmo não conhecerem uma religiosa que os oriente, mesmo assim eles poderão dizer:
“Temos Mãe”.
Francisco Herbet Bezerra de Menezes
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