Só é possível entender o dízimo como fonte de graças quando fazemos a experiência com Deus.
Quinta-feira, 23/07/2009
O dízimo, bem entendido, exclui o egoísmo e integra amor, gratuidade, e deve
ser buscado com desejo constante, ou seja, sentir vontade e amor em participar de
coração do dízimo que é fonte de graças e sinal de comunhão com Deus.
Só é possível entender o dízimo como fonte de graças quando fazemos a experiência com
Deus. E, torna-se realmente fonte de graças, porque é feito na Igreja, diante do altar
do Senhor e sempre que possível em uma celebração, a fim de que seja sinal de comunhão
com Deus, porque é dentro da igreja que participaremos dessa comunhão, com a Palavra de
Deus e com a Eucaristia de Jesus Cristo.
O dízimo não deve ser visto como troca de favor, ou simplesmente como cumprimento de um dever, mas deve ser feito com amor, com mansidão e sem segundas intenções. Devemos participar do dízimo com apenas um sentimento, que é entrar em comunhão com Deus, participar de seu plano de salvação e estar em comum-união com a casa de Deus, com seu plano e a comunidade.
O dízimo é pessoal, e não deve ser visto como troca como já dissemos, mas sim como “eu e Deus”. Eu devolvo a Deus, faço a minha parte, sem me preocupar com o que vai ser feito do meu dízimo. Pois Deus faz parte dele e é dele, que as pessoas recebem a orientação da forma como irão trabalhar para que o dinheiro seja empregado na evangelização e nos custos da Igreja, obedecendo-se a três dimensões, que são:
- Dimensão Religiosa – Manter todos os gastos da igreja: salários, folhetos litúrgicos, velas, despesas com água e luz, materiais de limpeza, etc.;
- Dimensão Missionária – Investir nas diversas pastorais da igreja; dos jovens, da criança, do idoso, na catequese, etc.;
- Dimensão Social – Investir nas obras de caridade, ajudar os mais necessitados, e através da promoção humana não só dar o peixe, mas ensinar a pescar.
QUANDO NOS PERMITIMOS SER CONDUZIDOS PELO SENHOR, TUDO ACABA BEM EM NOSSA VIDA.
É importantíssimo que o dizimista venha à celebração fazer a sua entrega, pois assim ele a fará em plena comunhão com Deus. Devemos meus irmãos, evitar que outra pessoa faça a entrega do dízimo no lugar do dizimista, salvo em casos muito especiais, como doença, viagens e etc. Se o dizimista não puder comparecer às celebrações da semana, devemos orientá-los a entrarem na Igreja e diante do altar, em comunhão com Deus façam sua oração de agradecimento e coloquem o envelope na urna em nosso balcão.
DEVEMOS ESTAR ATENTOS PARA TRANSMITIRMOS O QUE É O DÍZIMO EM SEU SENTIDO RELIGIOSO E ESPIRITUAL E SUA IMPORTÂNCIA NA EVANGELIZAÇÃO, NA GRATIDÃO, NO AMOR E RECONHECIMENTO A DEUS. NUNCA TRATANDO O DÍZIMO COMO TÁBUA DE SALVAÇÃO FINANCEIRA DA COMUNIDADE.
Vale ressaltar que com muita freqüência indagamos ou somos indagados com algumas perguntas, quais sejam:
- Somos obrigados a contribuir com 10%?
Não, não somos obrigados, nós devemos contribuir com o que mandar nosso coração e exigir nossa consciência, mas não esquecendo quantas bênçãos recebemos de Deus: saúde, família, casa, trabalho, dons, bens materiais e muito mais. É justo que devolvamos a Deus parte de tudo o que dele recebemos.
- O dízimo é só do Pai ou é para todos da família?
O dízimo é familiar, no entanto, é bom que cada membro da família faça sua opção e leve seu dízimo. Mesmo os mais jovens, para aprenderem desde cedo a separar a parte de Deus, isso ajuda na perseverança e, quando adultos não precisarão se converter ao dízimo, já que ele faz parte de sua vida como prática natural.
- Quem é dizimista já está salvo?
Não, o dízimo não compra salvação de ninguém, mas é uma oferta espontânea, livre e alegre, generosa e familiar, consciente e sistemática, e com sinceridade no coração e em espírito de fé, pode e muito contribuir para que a alcancemos.
- O dízimo é uma atitude de amor?
Sim, contribuir com o dízimo é uma atitude de amor que brota no coração de quem sabe ser grato a Deus. O coração egoísta é fechado para dar e, em consequência, também fechado para receber. Só quem é generoso e não tem medo de partilhar o que possui, mesmo tendo pouco, está aberto para acolher os benefícios de Deus e assim vencer o egoísmo.
- Com o dízimo ajudamos a Igreja a cumprir sua missão?
Sim, contribuir com o dízimo é participar da grande missão da Igreja: a evangelização. Quem oferta o dízimo com consciência e fé, torna-se evangelizador mesmo que não possa ou não saiba anunciar a Palavra de Deus. O próprio ato de contribuir com o dízimo é um ato evangelizador.
- Pelo dízimo nos tornamos co-responsáveis pela comunidade?
Sim, contribuir com o dízimo é sentir-se co-responsável por tudo o que diz respeito à Igreja. Formamos um só corpo e não podemos viver separados uns dos outros. É juntos que devemos assumir os encargos e responsabilidades de nossa comunidade.
DÍZIMO, COMPROMISSO DE FIDELIDADE DO CRISTÃO COMPROMETIDO.
Equipe do Dízimo da Comunidade São Francisco de Assis
Fontes:
Paróquia São Cristóvão, Florianópolis – SC
Missionários da Pastoral do Dízimo de Porto Alegre - RS
