É possível viver no mundo e ser de Deus
Terça-feira, 11/08/2009
Por Frei Valdecir Schwambach
Neste dia 11 de agosto, estamos celebrando os 786 anos do término do nascimento de Santa Clara para Deus, o seu Senhor. O ano de seu trânsito para Deus foi no ano de 1253. Chiara Favarone di Offreduccio veio a este mundo no dia 16 de julho de 1194 na pequena cidade italiana chamada Assis. Filha de família nobre, a jovem Clara de Favarone, quando estava com 18 anos, na noite do dia 18 de março de 1212, Domingo de Ramos, deixa a casa de seus pais e foge para a Porciúncula, onde é recebida por Francisco que lá vivia com seus primeiros companheiros e lá ela se consagra ao Senhor.
A liturgia da Festa de Santa Clara, no dia 11 de agosto, numa das leituras assim está escrito: “Por isso, a atrairei, conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração” (Os 2,16). Ela que era rica de bens materiais, fez-se pobre para se enriquecer somente de Deus. Morando num palácio familiar, vai morar mais tarde numa igrejinha que já estivera em ruínas, abandonada; ela que era donzela, frágil, faz-se forte pela austeridade da vida que cultivava. Clara caminhou em sua vida, decidida, com passos largos na direção de seu Senhor. Sabia o que queria, tinha clareza no pensar e no querer, suas atitudes revelavam o que o próprio nome já anuncia. Conforme Celano escreve: “Clara de nome, mais clara por sua vida e claríssima nas virtudes” (1Cel 8 ).
Deus a chamou a viver enclausurada para que, no deserto da clausura, encontrasse o oásis que tem a água que sacia a sede humana de absoluto. Foi no silêncio da vida de clausura que Deus lhe falou ao coração e tornou sua vida fecunda, a ponto de, mesmo nós estando praticamente 800 anos de distância da Clara que viveu em Assis, nos sentimos próximos a ela devido ao seu legado para toda a Igreja.
Que Clara, filha de Deus e amiga de São Francisco, interceda por nós todos que vivemos num mundo que prega o não compromisso com as pessoas e com Deus. Ela que foi fiel ao seu Esposo até o fim, ensine a cada um de nós termos uma fé firme e uma esperança decidida em Deus. Que os homens e mulheres de nosso mundo, especialmente todos os jovens, olhem para Clara e Francisco e vejam neles, modelos de vida. É possível viver no mundo e ser de Deus.
