A Eucaristia é um sacramento e significa "ação de graças”. É a consagração do pão no Corpo de Cristo e do vinho em seu Sangue que renova mística e sacramentalmente o sacrifício de Jesus na Cruz. A Eucaristia é Jesus presente, de maneira real, no pão e no vinho que o sacerdote consagra. O cristão que crê em Jesus crê neste mistério de fé.
Quarta-feira, 23/09/2009
Jesus deu um sentido novo à Páscoa: já não celebrou mais a passagem pelo Mar Vermelho, e sim a sua passagem a caminho do Pai. O pão e o vinho passaram a ter um sentido novo nesta última ceia pascal de Jesus: o sacramento de uma nova aliança que expressa a vontade do Senhor: “Fazei isto em memória de mim” (1Co 11, 24).
Na páscoa cristã, a vida se insere na eternidade pela comunhão com Deus através do seu Filho que oferece seu Corpo e Sangue (Jo 6, 56-58).
O significado da aliança
A aliança (pacto, contrato, acordo) sempre fez parte da cultura dos povos ou grupos de pessoas. A Bíblia registra alguma dessas alianças (Gn 14,13; 26,28; 31,44; Am 1,9). Como hoje, era comum ao se fazer um pacto, dar publicidade ao mesmo ou registrar o fato com uma solenidade ou segundo o costume da época. Por exemplo, plantar uma árvore (Gn 21,33); ajuntar um monte de pedras, fazer refeição sobre elas e dar um nome (Gn 31, 44-49).
A aliança era um ato sagrado por estar sob a proteção da divindade (Jr 9,4-46).
Acreditava-se que o sangue era a alma, a sede da vida (Lv 17,14; Dt 13,23), e que misturando o sangue dos animais imolados e aspergindo sobre os aliados, efetuava-se uma consangüinidade artificial. Este sangue era chamado “sangue da aliança”(Ex 24,8; Zc 9,11).
Outras vezes preparavam um lugar e faziam a refeição (Gn 26, 28-30; 31,46), ou cortavam os animais em duas metades e passavam entre a carne sangrenta, gesto que implicava a sorte da parte que não cumprisse os termos da aliança (Gn 15, 9-18; Jr 34,18).
A aliança de Deus e Israel
Deus sempre quis a salvação de seus filhos e sempre foi dele a iniciativa de fazer a aliança com a humanidade. Ele nos amou primeiro (1Jo 4,19) e quer levar todos os seus filhos a uma vida de comunhão com ele. Isso é o que chamamos Salvação, pois a vontade do Pai é que ninguém se perca (Mt 18,14).
Deus escolheu um povo. Elegeu Israel (Is 44,1) e deu condições para que se instalasse na Terra de Canaã (Ex 3, 7-8) como havia sido prometido a Abraão (Gn 12,7). Fidelidade e obediência aos preceitos da Lei seria a parte de Israel na aliança (Ex 19,5).
O tempo passou e Israel tornou-se infiel aos termos da aliança. Os profetas denunciaram a infidelidade e anunciaram diversas catástrofes como justo castigo (Jr 2,19; 1Cr 9,1; Ez 39,23; Os 2, 4-8), porém, Deus mantém sua fidelidade, continuou amando seus filhos e anunciou uma nova aliança (Jr 31, 31-34; Ez 36,22-28) que seria realizada com o sangue do Messias (Mt 26,28; Lc 20,20).
A continuação do texto será postada no dia 01/10/09. Acompanhe!
MSVieira
Equipe do Site
Bibliografia
Citações, Bíblia de Jerusalém
CIC - Catecismo da Igreja Católica
LG – Lumem gentium
Bortolini, José – Os sacramentos em sua vida – Paulus 1981
Moracho, Félix – Sacramentos da iniciação cristã – Paulus 1999
Nodari, Paulo Cesar – Os sacramentos da Igreja – Paulus 2009
