Especial dia de Finados
Domingo, 01/11/2009
O dia de finados é um dia dedicado a memória das pessoas falecidas. É quando, com mais intensidade recordamos e honramos nossos entes queridos, depositando flores em seus túmulos, fazendo orações, acendendo velas, etc. Reconhecendo a importância que tiveram em nossas vidas e que, tanto quanto eles somos simples mortais e dependemos da graça de Deus para viver em seu Reino.
O que é a morte?
A morte é uma separação entre o corpo e a alma, é o destino final dos homens (Eclo 8, 8). Está escrito que somos pó e ao pó voltaremos (Gn 3, 19). Segundo a Bíblia, Deus não é o autor da morte (Sb 1, 13), pois, fomos criados para a imortalidade, mas, pela inveja do demônio, a morte entrou no mundo (Sb 2, 23-24).
Justos e injustos morrem igualmente (Jo 9, 22), uma vez que o homem não pode salvar-se a si mesmo da morte, visto que só Deus possui este poder. O justo pode alimentar a sua esperança de que Deus o quer junto dele. Quanto a libertação da morte, Ezequiel explica: Deus não se agrada com a morte de ninguém prefere que o pecador se converta e viva (Ez 18, 32; 33, 11).
Também somos chamados a cooperar com Deus na correção uns dos outros, pois quem corrige tem seus pecados apagados (Ez 3,21; Tg 5, 20)
Cristo assumiu a nossa morte, pois, antes de sua vinda a humanidade manchada pelo pecado jazia nas trevas (Mt 4, 16; Is 9,1). A morte entrou no mundo na origem da história humana e, como conseqüência do pecado do homem (Rm 5, 12.17). Morrendo por nós, Cristo nos libertou das ameaças da morte, pois, por ele fomos reconciliados com Deus (2Co 5, 14-15. 19).
A morte não é o fim
Chegamos a este mundo por uma vontade divina. Aqui somos amados e aprendemos a amar. O tempo passa e de uma maneira inexplicável, vamos conhecendo pessoas e as colocamos em um lugar no coração. Na infância, de maneira inocente, nos identificamos com todos em nossa volta, em casa ou na escola, parentes ou não. Sem perceber o passar do tempo, atravessamos a adolescência e chegamos à idade adulta conhecendo pessoas.
Não sabemos quando e nem porque, a amizade com uns se fortalece e com outros desvanece. Cultivamos então, a compreensão, solidariedade, carinho, afeição com aqueles que continuam no nosso mais íntimo círculo de amizade. Quanto aos outros se tornam apenas colegas ou conhecidos.
Entretanto, tanto uns quanto outros mereceram nossa atenção, fizeram parte de nossas aventuras, aconteceram em nossa história. Assim é a vida, apenas um lapso de tempo neste mundo. E chega o momento onde tudo vira saudade, tudo se transforma apenas em memória.
A morte é o destino final dos homens, mas não é o fim. É na morte que a alma se eleva a um nível mais alto, pois volta para Deus (Tb 4, 3; Sl 41,3. 48, 16. 61, 2). A salvação que Cristo mereceu para nós, nos dá a certeza da vida eterna. Contudo, para os que aqui continuam, a morte é uma experiência dolorosa, devido ao vazio que fica no coração, pela ausência dos entes queridos que já partiram.
O dia de finados é para os que ainda continuam neste mundo, momentos de lembrança e reflexão: Lembrança pelos momentos alegres e felizes com aqueles que passaram por nossa vida. Aqueles que nos dedicaram carinho, compreensão e nos ajudaram superar fraquezas e falhas. Neste dia a eles dedicado, o gesto de colocar flores e rezar diante da sepultura revela sinais de apreço e gratidão.
Reflexão no sentido de que poderíamos ter feito mais, ter amado mais. Apagar de nossos corações quaisquer vestígios de orgulho, inveja, ódio, inimizades, etc. Afinal, o que ganha um coração infeliz, que não sabe amar? Deixar fluir de nosso ser apenas o que é bom, pois a única coisa que levamos desta vida é a satisfação do bem que fizemos, pois, como peregrinos neste mundo, só damos sentido à vida nos momentos em que eternizamos o amor, colocando em prática os ensinamentos de Deus, através das obras de misericórdia (Mt 6, 19-21).
A morte foi vencida
O próprio Jesus nos dá esperança quando diz: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, este tem a vida eterna e não será condenado, mas passou da morte para a vida” (Jo 5,24). Portanto, ouvir, crer e seguir-lhe os passos são condições necessárias para vencer a morte.
Do trono diz uma voz: “Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21, 3-4).
MSVieira
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