Sacramento da Penitência - Parte 2
Quarta-feira, 04/11/2009
O batismo apaga todos os nossos pecados (Gl 3, 27), porém, pela nossa fragilidade humana continuamos propensos a pecar. Muitas vezes a razão não consegue frear nossos desejos e paixões desordenadas que nos levam à queda. Apesar do batismo, continuamos sujeitos a momentos de angústia, ansiedade, depressão, etc, reflexo de nossos desejos. Os pecados cometidos após o batismo não nos afastam do Espírito Santo, mas, impedem que Ele atue em nosso favor. Em outras palavras, se nos fecharmos para Deus e para os irmãos nos afastamos do Reino (Eclo 17, 26-27; 1Co 6, 9-10).
Nosso Senhor Jesus Cristo, conhecedor da fragilidade humana, pelo sacramento da reconciliação constituiu uma maneira de recebermos o perdão e nos reconciliarmos com Deus e nossos irmãos (Mt 9,2-7). Depois que João foi preso, o próprio Jesus proclamava a necessidade de se fazer penitência para a participação no Reino (Mc 1, 14-15).
A penitência é a cura das fraquezas da alma, é a cura do pecado. É por este sacramento, também chamado de reconciliação, que Deus nos concede o perdão pelos nossos pecados.
A Igreja recebeu o poder de perdoar
Os apóstolos, liderados por Pedro, são a Igreja de Cristo, e a ela foi transmitida o poder de continuar a missão de Jesus no mundo (Mt 16, 18- 19). A primeira remissão dos pecados é o batismo, autoridade passada por Jesus Cristo à Igreja no dia da Ressurreição (Jo 20, 19-23; Lc 24, 46-47).
O salário do pecado é a morte, adverte São Paulo (Rm 6, 23), portanto, o pecado sendo transgressão dos preceitos divinos nos afasta de Deus. Assim, o sacramento da reconciliação nos purifica dos pecados cometidos após o batismo. Confessando, o cristão reconhece a sua miséria diante de Cristo, ali representado pelo sacerdote.
O retorno do pecador aos braços do Pai
A certeza do pecado (consciência pesada) e o sentimento de que está vivendo como um ramo fora da videira (Jo 15, 6), impele o cristão a buscar a reconciliação com Deus e com os irmãos. A confissão dos pecados é sempre o reconhecimento das faltas e a certeza de uma volta para Deus e para os irmãos (1Jo 1, 9).
Uma reflexão
Jesus iniciou sua vida pública no meio dos pecadores que buscavam o batismo de João. Ao invés de se apresentar como a “ira divina” ou um machado posto à raiz (Mt 3, 7- 10); colocou-se na condição de pecador, e foi batizado, pois carregava os nossos pecados. Terminou sua vida pública no alto da cruz, entre dois pecadores e, na agonia do sofrimento, ainda pediu que o Pai perdoasse os que o maltratavam (Lc 23, 33-34).
O Filho de Deus veio ao mundo para buscar o que estava perdido (Mc 2, 17). Veio para mim e para você porque Deus é um eterno amante!
MSVieira
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Referências Bibliográficas
Citações, Bíblia de Jerusalém
CIC - Catecismo da Igreja Católica
