'Senhor fazei-me um instrumento de vossa paz!'
És tu portanto rei?


Domingo, 22/11/2009


Tu és o rei dos judeus?" Essa é a primeira de várias perguntas de Pilatos a Jesus, de certa forma a pergunta é a mesma: "Que tipo de Rei é esse?"O que Pilatos realmente esperava de Jesus com essa pergunta? Uma resposta para os sonhos de sua esposa?: " Nada Faças a esse Justo, fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito"; Uma explicação para o ódio dos Judeus, que queriam aquele homem morto por motivos para ele infundados e irrelevantes? Talvez jamais tenhamos uma resposta clara acerca de Pilatos. Sabemos que Herodes, quando pediu que levassem Jesus ao seu encontro buscava nele um mágico, alguém que o divertisse e alimentasse suas perversões. Jesus não lhe dá nenhuma resposta. Esses eram os governantes, cada um com suas perguntas e propósitos, mas e o Judeus, o que esperavam de Jesus? E nos dias de hoje, nós o que esperamos deste Rei?

Podemos ver no diálogo entre Pilatos e Jesus a contraposição da dúvida com a certeza, há um abismo imenso entre um Rei terreno, limitado e cheio de perguntas e o Rei de "um outro mundo" do qual nenhum exercito ou força pode arrancar a resposta para a ultima pergunta de Pilatos: O que é a verdade? Resposta essa que foi dada anteriormente aos seus discípulos. Se O compararmos então com Herodes a distancia se torna ainda maior pois percebemos que Jesus não um Rei milagreiro e espetaculoso, mas um rei que se poe a serviço e aceitar ser humilhado por amor ao seu povo. É notória e visível a diferença da proposta de reino de Jesus que tem como base a não-violência e a participação dos súditos em seu reino, os quais Ele mesmo mesmo declara não querer mais chamá-los por tal denominação mas sim de amigos. É assim o Reino de Deus, um reino de amigos.

Mas será esse o rei que os Judeus tanto esperavam, provavelmente não, tanto que o entregaram para ser crucificado. Eles esperavam um novo Davi que fosse reunir novamente as doze tribos, lutar a frente deles e retirar o pesado fardo que o jugo de Roma os impusera, trazendo de volta então a dignidade que lhes fora tirada. Mas derramar sangue alheio não faz parte do reino de Jesus, por isso ele aceita derramar seu próprio sangue em favor dos seus, para libertar de todos os males os que ouvem a sua voz, sendo para eles o novo Davi tão esperado, que une todos os povos diante de sua cruz. Mas esse modelo de reinado não foi compreendido pelos Judeus, assim como não foi por Pilatos e Herodes.

E nós, nos dias de hoje, será que entendemos esse reinado em nossas vidas? colocamos Cristo como Rei ou como súdito? Assumimos nosso papel de co-herdeiros do Reino? Queremos um Rei milagreiro? Sanguinário? Vingativo? Temos Nele um grande amigo? Nossa vida converge para seu trono? Muitas Perguntas, porém não somos como Pilatos que se afogou em dúvidas, temos uma certeza e conhecemos o Caminho, a Verdade e a Vida. Que tudo em nossa vida seja como o Ano litúrgico, começando com o nascer de Cristo e tendo como fim o Reinado de Cristo.

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