Domingo, 24/01/2010
Todos conhecemos a história de Jesus por meio dos Evangelhos. Conhecemos sua genealogia (Mt 1, 1-17), as circunstâncias do seu nascimento (Mt 1, 18 - 25), suas atividades, pregações, curas e milagres (Mateus, capítulos 8 a 12), sua Paixão, Morte e Ressurreição (Mateus, capítulos 26-28) - isso para citar apenas o primeiro evangelista.
A realeza de Jesus é inegável e os dados históricos servem para embasar a nossa fé, certamente. A riqueza de detalhes da vida de Jesus revela uma preocupação da Igreja nascente com as futuras gerações cristãs, que não tiveram a graça de viver no tempo de Jesus, mas que acreditaram Nele por meio do testemunho dos primeiros cristãos.
Felizmente, a Igreja se abriu à ação do Espírito Santo e deu continuidade à forma de evangelizar iniciada pelos apóstolos. Prova disso são os inúmeros estudos, pesquisas, livros, documentos, encíclicas e tantos outros registros produzidos com o intuito de preservar e propagar a fé em Cristo Jesus.
É assim a nossa Igreja: ela valoriza e incentiva a perpetuação da sua Doutrina para que não nos percamos no caminhos de ideologias vazias e argumentos vãos. Contudo, nós católicos muitas vezes desconhecemos o rico acervo literário que temos à disposição para nutrir a nossa fé e orientar a nossa vida em seus vários âmbitos.
Há tanto a ser lido, estudado, explorado, conhecido...
De fato, não basta ser um exímio conhecedor da Doutrina para ser cristão e amar a Jesus. Quantas pessoas simples nas nossas comunidades são verdadeiros exemplos de caridade, doação e serviço sem nunca terem lido um livro sequer. Pessoas simples, muitas vezes semi ou analfabetas nas letras, mas de profundo conhecimento dos valores cristãos, adquiridos por meio das missas, devoções diversas e programas de rádio.
Contudo, quando se tem a oportunidade de conhecer a Doutrina com maior profundidade, a fé tem a possibilidade de “tomar corpo” a medida em que as palavras escritas se fundem em situações concretas, condensando teoria e prática num único resultado.
É uma dádiva passar por essa experiência. A fé recebida de nossos nossos pais e catequistas, tal qual a semente jogada em terra boa, a seu tempo cresce e dá frutos, que por sua vez, geram outras sementes e assim, novos frutos.
Ler as experiências narradas pelos Santos, que por meio de suas biografias vêm nos revelar não suas próprias vidas, mas revelar a ação de Deus em suas vidas, também nos enchem de coragem e entusiasmo e fortalecem a nossa fé tanto em Deus quanto na Igreja, enquanto instituição.
É preciso nos aventurarmos nas tantas histórias e estudos recebidos como herança dos que vieram antes de nós e deixarmo-nos surpreender pelas inúmeras constatações de que somos fruto de uma árvore cuja raiz é profunda, cujo tronco é sólido e cuja seiva é o próprio Espírito Santo.
Renata Maria Bourguignon Torres
Equipe do Site
