PREZADOS (AS) IRMÃOS (ÃS)
PAZ E BEM!
“... Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura...” (Lc 2, 1-14).
Nesta noite venturosa do Santo Natal de Jesus somos encorajados por uma notícia alegre transmitida pelo anjo aos pastores de Belém. Está em nosso meio Aquele que desde a sua pobre e singela manjedoura, em seu humilde bercinho, ao lado de sua mãe Maria e de seu pai adotivo José, já é reconhecido como o “Cristo Senhor”, o Salvador. Cumprem-se com a natividade do Senhor, na cidade de Belém, a casa do pão, todas as profecias do Antigo Testamento. O nascimento de Jesus não é somente um mero fato do passado. É mais do que isto. É uma realidade salvífica. É, portanto, evangelho, uma notícia feliz. Realidade sempre nova, sempre perene.
Esta boa e feliz notícia está sobreposta à triste situação do povo no tempo do exílio do antigo Povo de Deus. E porque não dizer de nossa triste situação hoje também. Às vezes temos a impressão que a história se repete, somente com roupagem diferente. Vivemos sim um verdadeiro exílio, tempos difíceis, duros, de grandes provações, tempos da expulsão de valores humanos e cristãos, de lastimável crise não só no setor econômico mundial, mas também na vida ética, política e moral, deste País ou fora dele, conforme se constata em cada noticiário ou nas experiências concretas.
Existem crises de referências, de identidade, de desagregação familiar, de banalização do sagrado, de confusão religiosa. Espalha-se a cultura de morte, lideranças políticas que até então eram tidas como sérias e confiáveis, defendem posições abortistas em nome da dignidade e da liberdade de escolha da mulher e de uniões ilegítimas. Jovens são destroçados pelas ilusões das drogas, do sexo livre e pelo mau uso irresponsável da internet e ninguém está livre da alarmante violência que campeia solta nas ruas e praças do campo ou da cidade, nas favelas e periferias ou mesmo entre os mais belos prédios nas cidades de praias, como a nossa, por exemplo, e centros urbanos. Não sabemos mais em quem confiar. Parece não mais existir homens e mulheres de palavra e plenamente confiáveis, dignas de crédito.
Mas, se fossemos continuar essa lista iria longe... Todavia, hoje para nós é Natal, a revelação do Emanuel, do Deus conosco, a festa da natividade Daquele que nos faz ir mais longe do que todas as tristes realidades que descrevi. Norteados pela fé sabemos que só Jesus é o caminho, que somente Nele a verdade pode ser encontrada e que só em sua pessoa existe a vida, plena do seu mais belo e profundo sentido e fundamento. Em Jesus a salvação aparece em seu aspecto de luz, de alegria, de paz e de libertação. O divino se faz humano, sem, contudo deixar a divindade. Jesus Homem-Deus verdadeiro.
Jesus, meus irmãos, é o ápice da revelação que Deus fez aos homens, Ele é a irradiação da glória de Deus e imagem visível da substância do Pai. Para usar as palavras do profeta Isaías “... Ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da paz. Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade, a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar estas coisas.” (Is 9 5-6). Por isso o seu nascimento é um anuncio de grande alegria.
Nesta ocasião santa, desse momento singular, preparado pelo período do advento, convido-vos a uma renovada adesão a Cristo, conclamo-vos a uma abertura cada vez maior a vontade de seu coração ferido e machucado por causa do amor, em sua entrega livre e amorosa somos convidados a fazer a nossa entrega. Meus irmãos, a data de celebração do Natal, marcada pela Igreja no dia 25 de dezembro, ocasião em que, na antiguidade, se celebrava segundo os ritos pagãos a festa do deus sol, e cristianizada posteriormente, está bem próximo do término do ano cível. Tão logo nos adentraremos em 2010. O que significa dizer que um novo tempo se descortina diante de nós. O novo ano carrega também suas surpresas e seus mistérios, pois nem tudo sabemos. Diante dessa realidade, quero reafirmar o meu pedido de caminharmos na fidelidade a Cristo e a sua Igreja, certos de que somos chamados como discípulos - missionários a edificação de seu Reino, convocados a sermos portadores de paz, de alegria, de esperança, sinais da civilização do amor e instrumentos de salvação.
A cada um de vocês, queridos (as) irmãos (ãs), e as suas famílias desejo, de coração, um Feliz e Santo Natal e um ano novo repleto das realizações de Deus em seus dias. O Senhor, aquele que é o mesmo da manjedoura e da cruz, vos conceda a paz em suas almas, a serenidade em seus corações, a saúde em seus corpos, o equilíbrio em suas mentes, a unidade e a harmonia em suas famílias, o progresso e a prosperidade em seus negócios e acima de tudo um procedimento reto e exemplar e uma vida santa, modelada segundo Cristo, razão do canto de glória e do pedido de paz do coro celestial.
Recebam com afeto o meu abraço, auspiciando-lhe FELIZ NATAL!
PADRE HILLER STEFANON SEZINI
PÁROCO
PortadeAssis.com.br © 2008-2010 Todos os direitos reservados. | Faça parte da equipe do site.