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25/01/2010
- Brasil: Igreja rejeita pontos do Programa Nacional de Direitos Humanos
19/01/2010
- Declaração da CNBB sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3)
18/01/2010
- Nasce primeiro banco de imagens sobre a vida da Igreja
15/01/2010
- Malásia: cristãos denunciam uso político da religião
- Bispos checos contra retirada do crucifixo na Europa
- Santuário de Fátima é alvo de vandalismo
- Paquistão: inaugurado o primeiro canal de TV católico do país
Brasil: Igreja rejeita pontos do Programa Nacional de Direitos Humanos
Entre eles, a promoção do aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo
BRASÍLIA, segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- O atual Programa Nacional de Direitos Humanos do governo brasileiro (PNDH 3), apresentado no dia 21 de dezembro, contém elementos de dissenso que requerem tempo para o exercício do diálogo, além de pontos que a Igreja Católica rejeita.
É o que afirma uma nota divulgada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) na sexta-feira.
Especificamente, a Igreja Católica posiciona-se contra a descriminalização do aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homoafetivos, elementos assinalados no Programa.
Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, pois considera que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas.
Data da publicação: 19/01/2010
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Declaração da CNBB sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3)
Sex, 15 de Janeiro de 2010
A promoção e a defesa dos Direitos Humanos tem sido um dos eixos fundamentais da atuação e missão evangelizadora da CNBB em nosso país. Comprovam-no as iniciativas em prol da democracia; as Campanhas da Fraternidade; a busca pela concretização da Lei 9840 - contra a corrupção eleitoral; a recente Campanha Ficha Limpa; a defesa dos povos indígenas e afro-descendentes; o empenho pela Reforma Agrária, a justa distribuição da terra, a ecologia e a preservação do meio ambiente; o apoio na elaboração dos Estatutos da Criança e do Adolescente, do Idoso e da Igualdade Racial, entre outros.
Neste contexto, a CNBB se apresenta, mais uma vez, desejosa de participar do diálogo nacional que agora se instaura, sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), tornado público aos 21 de dezembro de 2009.
A Igreja Católica considera o movimento rumo à identificação e à proclamação dos direitos humanos como um dos mais relevantes esforços para responder de modo eficaz às exigências imprescindíveis da dignidade humana (cf. Concílio Vaticano II, Declaração Dignitatis Humanae, 1). O Papa João Paulo II, em seu Discurso à Assembléia Geral das Nações Unidas, em 21 de outubro de 1979, definiu a Declaração Universal dos Diretos Humanos como uma pedra miliária no caminho do progresso moral da humanidade.
O Brasil foi uma das 171 nações signatárias da Declaração de Viena, fruto da Conferência Mundial sobre Direitos Humanos, em 1993, sob o signo da indissociabilidade entre Democracia, Desenvolvimento Econômico e Direitos Humanos.
No entanto, em sua defesa dos Direitos Humanos, a Igreja se baseia na concepção de Pessoa Humana que lhe advém da fé e da razão natural. Diante de tantos reducionismos que consideram apenas alguns aspectos ou dimensões do ser humano, é missão da Igreja anunciar uma antropologia integral, uma visão de pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus e chamada, em Cristo, a uma comunhão de vida eterna com o seu Criador. A pessoa humana é, assim, sagrada, desde o momento de sua concepção até o seu fim natural. A raiz dos direitos humanos há de ser buscada na dignidade que pertence a cada ser humano (cf. Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral Gaudium et Spes, 27). A fonte última dos direitos humanos não se situa na mera vontade dos seres humanos, na realidade do Estado, nos poderes públicos, mas no próprio ser humano e em Deus seu Criador (Compêndio de Doutrina Social da Igreja, 153). Tais direitos são universais, invioláveis e inalienáveis (JOÃO XXIII, Encíclica Pacem in Terris, 9).
Diante destas convicções, a CNBB tem, ao longo de sua história, se manifestado sobre vários temas contidos no atual Programa Nacional de Direitos Humanos. Nele há elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente. Entretanto, ele contém elementos de dissenso que requerem tempo para o exercício do diálogo, sem o qual não se construirá a sonhada democracia participativa, onde os direitos sejam respeitados e os deveres observados.
A CNBB reafirma sua posição, muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, e contrária à descriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homoafetivos. Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, pois considera que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas.
Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, imploramos as luzes de Deus, para que, juntos, possamos construir uma sociedade justa, fraterna e solidária.
Brasília, 15 de janeiro de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
Data da publicação: 18/01/2010
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Nasce primeiro banco de imagens sobre a vida da Igreja
Imagines Ecclesiae conta com mais de 200.000 fotografias
MADRI, quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Acaba de surgir Imagines Ecclesiae, o primeiro banco de imagens sobre a vida da Igreja Católica na internet, que aparece com a vocação de mostrar a extraordinária riqueza, beleza e o bem que a Igreja traz para a sociedade.
Os responsáveis de Imagines Ecclesiae, iniciativa pioneira impulsionada pela sociedade Flashes de la Iglesia, constataram que estes aspectos são muito pouco refletidos no panorama informativo hoje.
A finalidade de Imagines Ecclesiae é facilitar, com o máximo profissionalismo e com o uso mais eficaz possível das novas tecnologias disponíveis, fotografias sobre a atividade do Papa, os grandes acontecimentos da Igreja no mundo, os debates e os eventos que interessam à sociedade em geral.
Atualmente, Imagines Ecclesiae conta com um fundo de mais de 200.000 fotografias. Pode-se acessar o site em http://www.imaginesecclesiae.com
Data da publicação: 15/01/2010
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Malásia: cristãos denunciam uso político da religião
Apenas entre os dias 8 a 11 de janeiro, nove igrejas foram atacadas no país
ROMA, terça-feira, 12 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- De acordo com os cristãos da Malásia, a disputa sobre o uso da palavra Alá para referir-se a Deus tem raízes muito mais políticas do que teológicas.
De acordo com a agência Fides, para os féis se trata de uma tentativa do partido governista, United Malays National Organization (UMNO), de reaver votos perdidos.
Essa opinião é compartilhada com diversos partidos da oposição, muitos dos quais muçulmanos, que têm condenado o que chamam de uma tentativa de polarizar a sociedade malaia em suas bases religiosas.
Após os primeiros atentados contra as igrejas (cf. ZENIT, 8 de janeiro de 2010), o Parti Islam Se-Malaysia (PAS), influente partido islâmico da oposição, declarou-se favorável ao uso da palavra Alá pelos cristãos.
Por seu turno, o líder da oposição, Anwar Ibrahim, do partido People Justice, condenou firmemente os ataques a igrejas, declarando que é preciso "tentar manter o espírito de unidade dos fundadores e defender o artigo 11 da Constituição governo federal, que garante a liberdade de religião, convidando ainda a isolar aqueles que incitam ao ódio religioso com motivações políticas.
Anwar também lembrou que "Alá é o termo normalmente usado pelos muçulmanos, judeus e cristãos de língua árabe há 14 séculos".
Do mesmo, denunciou a incessante propaganda e a retórica incendiária dos órgãos de comunicação controlados pelo governo, assegurando que seu partido, o Pakatan Rakyat, da oposição, fará tudo o que estiver ao seu alcance para que nossos irmãos cristãos se sintam seguros em seu próprio país.
A polêmica foi iniciada em 1995, quando o semanário católico da arquidiocese de Kuala Lumpur, The Herald (http://www.heraldmalaysia.com), publicou artigos nos quais referia-se a Deus por Alá, como consta na Bíblia em árabe.
Em 2006, o Governo malaio, controlado pelo UMNO e ligado à população malaia predominantemente muçulmana, declarou publicamente a intenção de impedir as publicações cristãs em língua malaia de fazer uso da palavra Alá para indicar Deus.
Em 31 de dezembro de 2009, o Supremo Tribunal de Justiça da Malásia emitiu um parecer favorável ao uso da palavra Alá por cristãos.
Em 4 de janeiro, começaram a se difundir na rede Facebook grupos convocando os fiéis muçulmanos a protestar contra a decisão. Em 6 de janeiro, o governo anunciou sua intenção de recorrer junto ao tribunal contra a liminar.
A partir do dia 8 de janeiro, iniciaram-se os ataques contra alvos cristãos.
Entre 8 e 11 de janeiro, nove igrejas foram atacadas na Malásia, oito das quais com coquetéis-molotov.
Além de igrejas católicas, outras igrejas cristãs também foram alvo de ataques, sendo uma delas batista, uma luterana, uma anglicana, uma pentecostal e duas evangélicas.
Data da publicação: 14/01/2010
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Bispos checos contra retirada do crucifixo na Europa
PRAGA, terça-feira, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Os bispos da República Checa enviarão um apelo à Europa para lhe recordar seus fundamentos, sobretudo a propósito da recente decisão que afirma que os crucifixos nas escolas representam uma violação dos direitos.
A Conferência Episcopal Checa emitiu uma declaração na semana passada, em que afirma esperar que os Estados membro do Conselho da Europa não neguem os princípios sobre os quais o Conselho e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos foram criados.
A declaração foi escrita em resposta à recente decisão do Tribunal Europeu para os Direitos Humanos de favorecer uma mãe que protestou contra a presença do crucifixo na escola italiana frequentada por seus filhos.
A Corte não ordenou a retirada dos crucifixos, mas o governo italiano apresentou, de qualquer forma, recurso contra a sentença.
A declaração dos bispos checos afirma que a cristandade, proclamando tradicionalmente direitos e liberdades sem tempo para cada homem, é um fator constante dos ideias e princípios que criam um patrimônio comum dos Estados europeus.
Da mesma forma, acrescenta a declaração, a cruz, como atributo cristão fundamental, é ao mesmo tempo um símbolo da comum herança europeia.
A Conferência de Bispos rechaça os esforços para eliminar as manifestações tradicionais da cultura cristã da vida social e por substituí-las por atitudes ateias.
Data da publicação: 14/01/2010
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Santuário de Fátima é alvo de vandalismo
FÁTIMA, segunda-feira, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- A igreja da Santíssima Trindade e quatro estátuas, no Santuário de Fátima, foram alvo de vandalismo nesse final de semana.
Em comunicado de imprensa divulgado na manhã de hoje, o Santuário de Fátima dá conhecimento de um abuso levado a cabo no passado fim-de-semana, na madrugada de domingo, dia 10 de janeiro.
Quatro estátuas que ladeiam a Igreja da Santíssima Trindade (na Praça João Paulo II, as estátuas dos papas Paulo VI e João Paulo II e, na Praça Pio XII, a do papa Pio XII e a do bispo D. José Alves Correia da Silva) e a própria igreja, no exterior, sofreram inscrições tipo graffiti, com as palavras "Islão", "Lua", "Sol", "Muçulman" e "Mesquita".
De acordo com o Santuário, já nesta segunda-feira decorrem os difíceis trabalhos de remoção das inscrições.
Ao dar conhecimento desta ocorrência, e desconhecendo os autores deste ato, o Santuário torna pública a sua tristeza e informa que o assunto está entregue às entidades policiais, destaca o comunicado.
Data da publicação: 13/01/2010
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Paquistão: inaugurado o primeiro canal de TV católico do país
Transmitindo, além de eventos religiosos, também atualidades e entretenimento
ROMA, segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 (ZENIT.org). O Paquistão assistiu durante o Natal às primeiras transmissões do canal de TV Good News, o primeiro de proposta católica do país.
O canal, disponível na África, Ásia, Oceania e Europa, transmitiu, em sua inauguração uma mensagem de felicitações natalinas aos católicos, muçulmanos e protestantes.
Dom Evaristo Pinto, arcebispo da diocese de Karachi, presidiu a cerimônia de inauguração, durante a qual abençoou o canal Good News e sua sede, situada em Karachi.
O prelado definiu o evento da inauguração do canal como uma data histórica para a Igreja Católica e para o Paquistão, destacando que este atuará como um verdadeiro anunciador da Boa Nova, sendo uma fonte de harmonia e uma ponte para a superação das diferenças entre as pessoas.
Um grupo de representantes muçulmanos e protestantes enviou uma mensagem de congratulações, dizendo que o início das atividades do canal representa uma mudança positiva para a sociedade.
O diretor da rede Good News, padre Arthur Charles, diz esperar que o canal se torne o mais assistido no país. Na programação, estão previstas transmissões diárias da Missa, da oração do rosário, programas sobre a vida dos santos, além de notícias e informações gerais, música e entretenimento.
Segundo o padre Charles, a meta da emissora é transformar o panorama da informação no Paquistão, com programas concebidos para o telespectador e com altíssima qualidade.
O canal contará com jornalistas e apresentadores de vasta experiência, que, segundo o padre, saberão fazer a diferença em relação aos demais canais do Paquistão.
Data da publicação: 13/01/2010
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Fonte:
Editora Cleofas
PortadeAssis.com.br
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