Santa Gianna Beretta Molla, encontrou realização sendo fiel aos planos de Deus
O casal Alberto Bereta e Maria de Micheli – ambos da Ordem Terceira Franciscana – tiveram 12 filhos. À filha mais nova deram o nome Gianna Beretta Molla. Gianna nasceu na cidade de Magenta (Milão, Itália) no dia 04 de outubro de 1922, dia de São Francisco, o que foi uma alegria para seus pais, dada sua opção de vida e devoção que nutriam pelo Santo de Assis.
Desde sua infância acolheu plenamente o dom da fé e a educação cristã recebidas de seus pais, que lhes ensinaram a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a confiar na Providência Divina e o valor e a eficácia da oração. Fez a Primeira Comunhão com 5 anos e a partir de então ia à missa todos os dias com sua mãe. Recebeu o Sacramento da Crisma aos 7 anos.
Já adolescente tornou-se membro da Sociedade São Vicente de Paulo onde, voluntariamente trabalhava com os pobres e os idosos. Gianna via a medicina como um meio de servir a Deus e por isso escolheu essa profissão. Durante o período em que frequentou a universidade, dedicou-se aos seus deveres acadêmicos, mas não deixou de viver a sua fé, bem como de assumir seus deveres de cristã, ao contrário, vinculava sua fé com um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente.
Em 1949 formou-se com louvor em medicina e cirurgia e especializou-se em pediatria, tendo, logo após abrindo seu próprio consultório. Entre seus clientes, demonstrava especial cuidado com as mães, crianças, idosos e pobres. Gianna tinha a pretensão de unir-se ao seu irmão, Padre Alberto, médico e missionário no Brasil que, com a ajuda do seu outro irmão Francesco, que era engenheiro, construiu um hospital na cidade de Grajaú, no Estado do Maranhão. Mas essa viagem acabou não acontecendo.
Gianna era uma jovem muito ativa, que amava esquiar e praticar “trekking”. Alguns pensavam que, pelo seu testemunho de vida, entraria para um convento, mas após muitas reflexões e orações, ela percebeu que era chamada à vocação matrimonial, e que, também dessa forma poderia cooperar com o Senhor ao formar uma verdadeira família cristã.
Foi então que conheceu o engenheiro Pietro Molla, do qual ficou noiva. Contudo, não perdeu o foco do seu grande amor pelo Senhor ao qual consagrava sua vida e seus projetos. Durante o noivado, escreveu ao seu noivo: “Quero formar uma família verdadeiramente cristã; um pequeno cenáculo onde o Senhor reine nos nossos corações, ilumine as nossas decisões, guie os nossos programas”. Os dois casaram-se em 24 de setembro de 1955 e a cerimônia foi celebrada pelo seu outro irmão, Padre Giuseppe.
Gianna transformou-se em uma mulher totalmente feliz e realizada. Com simplicidade e equilíbrio, conseguiu harmonizar os deveres de serva, de mãe, de esposa, de médica e da grande alegria de viver.
Teve quatro filhos: Pierluigi, Maria Zita, Laura e Gianna Emanuela. Na última gestação, aos 39 anos, descobriu que tinha um fibroma no útero. Três opções médicas lhe foram apresentadas: retirar o útero doente, o que ocasionaria a morte da criança, abortar o feto, ou, a mais arriscada, submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez. Não hesitou! Antes de ser operada, suplicou ao cirurgião “Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz!” e entregou-se à Divina Providência e à oração. A cirurgia foi realizada com sucesso e sete meses depois nasceu sua filha, completamente saudável.
Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência, demonstrou-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho: “Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei – e isto o exijo – a criança. Salvai-a”. Deu entrada no hospital na sexta-feira da Semana Santa e, na manhã do dia seguinte, em 21 de abril de 1962, nasceu Joana Manuela (Gianna Emanuela). Gianna teve a filha por breves instantes nos braços, mas apesar dos esforços médicos, faleceu santamente na manhã de 28 de abril, em meio a atrozes dores e após ter repetido a jaculatória “Jesus eu te amo, eu te amo”, com 39 anos de idade.
Seus funerais transformaram-se em grande manifestação popular de profunda comoção, de fé e de oração. A Serva de Deus repousa no cemitério de Mêsero, distante 4 quilômetros de Magenta, nos arredores de Milão (Itália).
O Papa Paulo V! definiu o gesto de Gianna como “Meditata immolazione” (imolação meditada), afirmando no Ângelus dominical de 23 de setembro de 1973, “uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com imolação meditada, a própria”, ficando claro palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia.
O milagre da beatificação de Santa Gianna aconteceu no Brasil, em 1977, na cidade de Grajaú, no Maranhão, no mesmo hospital que ela sonhara em ser missionária, onde uma jovem protestante que tinha dado à luz recebeu o auxílio necessário por meio da intercessão de santa italiana. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 24 de abril de 1994, no “Ano Internacional da Família”, tendo sido considerada esposa amorosa, médica dedicada e mãe heróica, que renunciou à própria vida em favor da vida da filha, na ocasião da gestação e do parto, e por isso recebeu o título de “Mãe de Família”. O Foi canonizada no dia 16 de maio de 2004, onde recebeu do Santo Padre o Papa João Paulo II o sugestivo título de “Mãe de Família”. Na cerimônia estavam presentes o seu marido Pietro Molla, as filhas Gianna Emanuela e Laura, e o filho Pierluigi. Maria Zita faleceu com seis anos, dois anos após a morte de sua mãe.
Também no Brasil, aconteceu o outro milagre da canonização, foi vivenciado pelo casal Elisabete e Carlos César Comparini, de São Paulo. No ano 2000, na gestação do quarto filho, os médicos detectaram a perda total do líquido amniótico. Os pais pediram a intecercessão de Santa Gianna na presença do bispo de Franca, D. Diógenes Matthes, e negaram abortar o bebê. Após uma gravidez sem a presença de líquido amniótico (inexplicavel cientificamente), nasceu Gianna Maria, nome escolhido para homegear Santa Gianna, que nas palavras de Dom Serafino Spreafico, Bispo Emérito de Grajaú-MA, “formou-se como missionária e como tal viveu, ligada ao Brasil por vocação específica… ela agradeceu ao Brasil por tal vocação obtendo de Deus os dois milagres oficiais para a Igreja.”
Renata Maria Bouruguinon Torres.
Equipe do Site.
Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gianna_Beretta_Molla
http://www.diocesefranca.org.br/gianna/gianna.html
http://www.cademeusanto.com.br/santa_gianna_molla.htm
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