"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz!"
Em junho - 7 - 2010

Prezados irmãos(ãs), Religiosos(as), Diáconos e Presbíteros

Saúde e Paz!

(…) Embora a maioria absoluta de nossas Paróquias seja fiel à prescrição da norma que proíbe a venda de bebidas alcoólicas no recinto da Igreja, e por isso, não necessite desta carta que ora inicio, venho lembrá-los que a venda de bebidas alcoólicas em festas, tanto das nossas Comunidades como Paróquias continua proibida. Essa foi uma decisão de D. Silvestre que eu ratifiquei em meu governo e é definitiva. Nenhum pároco pode autorizar outro procedimento. (…)

Até o Governo está preocupado com o número de pessoas jovens que estão se viciando nesta droga do álcool e faz campanhas constantes para evitar as conseqüências que o excesso de bebida sempre provoca! Como a Igreja Católica pode aceitar este costume em sua propriedade, ela que é anunciadora do Evangelho de Jesus Cristo, como Boa Notícia para todos? Se no passado o erro não foi percebido, cabe-nos agora educar e conscientizar as pessoas sobre isso, com atitudes claras e decisões que não deixem dúvidas.

Precisamos fazer festas religiosas, mas festas que evangelizem e contribuam para a santidade dos fiéis cristãos!

Não podemos promover e muito menos incentivar a bebida alcoólica. Também não devemos alegar que as festas sem bebida rendem menos. Não devemos entrar no jogo capitalista de ganhar dinheiro a qualquer custo. Nossas festas devem ter o tom da ética, da alegria consciente, da confraternização e da sobriedade.

Vejam alguns motivos que certamente os ajudarão na comunicação com todos os fiéis em suas Paróquias e Comunidades:

01. A festa de um padroeiro deve ser estímulo à santidade e não uma ocasião para o pecado.

O costume de vender bebidas alcoólicas pode levar muitas pessoas ao desrespeito consigo mesma, com seus familiares e amigos. Precisamos resgatar os valores de uma Festa Religiosa. Devemos ter a coragem de nos perguntarmos se nossas festas religiosas evangelizam mesmo, ou, pelo contrário, são contra testemunho, impedem o anúncio do Evangelho. O dinheiro para a Comunidade Eclesial de Base nós devemos consegui-lo através do DÍZIMO e não através da venda de bebidas alcoólicas! Dinheiro conseguido com a venda de bebidas alcoólicas é lucro sem ética! (…) A venda de bebida alcoólica não favorece a cultura da paz.

02. Por que a venda de bebida alcoólica nas Festas Religiosas não evangeliza?

a) Porque podem induzir pessoas que sofrem do alcoolismo a voltarem a beber, o que lhes faria um grande mal. (…)

b) Porque acontece que pessoas, mesmo não sendo doentes, tendo se embebedado nas Festas Religiosas, alteradas pelo álcool ingerido, ao chegarem aos seus lares, iniciam discussões e brigas, com conseqüências graves para a vida da família. (…)

c) Porque são inúmeros e dolorosos os casos de violência que começam com apenas um copo de bebida. (…)

03. A Igreja promove a Pastoral da Sobriedade e apóia o esforço dos Alcoólicos Anônimos que heroicamente tentam superar e ajudar na luta contra o alcoolismo. (…)

04. Estamos numa região onde a violência mata, sobretudo os jovens. A violência impera entre nós. A bebida alcoólica pode agravar ainda mais esta situação. (…)

Fonte: Arquidiocese de Vitória-ES

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