"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz!"
Em junho - 16 - 2010

Caridade, eis uma palavra que a sociedade precisa aprender o significado e praticar a atitude, e que bom se nós conseguíssemos aprender todo o ensinamento de Jesus sobre ela. E tantos foram os que escreveram sobre o tema, mas nem todos com tanta unção como S. Paulo no capítulo 13 de sua 1ª carta aos Coríntios, que fica difícil dizer algo diferente. Na verdade nem se pode querer fazer isso.

Mas ao atentarmos para o trecho do Evangelho que está descrito em Jo 8, 1-11, aquele sobre o quase apedrejamento da adúltera, fica claro que Jesus não defendeu a atitude da pecadora, mas a pessoa, o ser humano. Ele foi caridoso, mas não conivente, pois, inclusive, termina o diálogo com ela dizendo: ”Vai e não tornes a pecar”.

É importante observar que, ao ser caridoso e ajudar os “juízes” da época a tomarem uma decisão que evitou um “assassinato”, Jesus não deixou de ensinar para a mulher que ela estava errada e precisava mudar de atitude. Não há dúvidas, portanto, de que havia um erro a ser corrigido e não foi nenhum tipo de preconceito afirmá-lo para a pecadora e solicitar, mandar mesmo, que ela mudasse de vida.

Os evangelhos são escritos que ensinam a tolerância, o respeito às diferenças, mas não deixam de mostrar que existem atitudes que precisam mudar. Para os tempos atuais, tem ficado apenas a mensagem “politicamente correta” da aceitação da diversidade e da rejeição ao ensinamento da mudança de atitudes, pois se corre o risco de ser tachado de preconceituoso e perseguidor dos diferentes.

Seja qual for a ação errada cometida por alguém, ela é digna de ser tratada com misericórdia, mas, sobretudo, com ensinamentos de mudança de vida; “Vai e não tornes a pecar”. Não há margens para uma confusão de idéias “libertadoras”, onde tudo é permitido em nome de uma felicidade hedonista, irresponsável e egoísta.

Jesus não deixou de jantar em casa de Zaqueu por ele ser um cobrador de impostos, um usurpador de seu povo, mas também não foi por incentivar essa prática que o Senhor se sentiu atraído pelo pequeno homem, mas por conhecer os corações das pessoas e saber que naquele homem havia possibilidade de mudanças: “Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo. Disse-lhe Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão. (Lc 19, 8-9).

Fujamos, portanto, da hipocrisia do incentivo à diversidade, como se as diferenças tivessem se tornado a solução para os problemas da humanidade, e busquemos mudar nossos caminhos errados, em busca da igualdade, pois todos nós precisamos de conversão, de mudança de rota, e não é a aceitação do erro a fórmula mágica para uma sociedade de paz e sem preconceito. Como sempre foi dito pela Igreja: “amemos o pecador, mas lutemos contra o pecado”.

Francisco Herbet Bezerra de Menezes.

Equipe do Site.

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