"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz!"
Em junho - 18 - 2010

Qual é a Seleção de Jesus? Em tempos onde o verde e amarelo manifestam-se por todos os lados, mesmo os mais desinteressados pelo tema futebol acabam por acompanhar as notícias do torneio mundial que ocorre no Continente Africano. Por que não, então, aproveitar o momento para destacar alguns pontos e refletir sobre as possíveis semelhanças com a vida do cristão.

A preparação para uma Copa do Mundo se dá muito tempo antes de sua realização propriamente dita. O primeiro passo é a escolha do continente e país em que ocorrerá. É a primeira seleção. Após a definição da sede, toda a estrutura necessária para que o evento aconteça é preparada e esforços são direcionados a fim de que tudo saia de acordo com o planejado.

Local definido, os olhares voltam-se, então, para os países participantes. É a segunda seleção. Hora de os melhores times se destacarem nas chamadas “Eliminatórias” e conquistarem sua vaga no mundial, enquanto os times “não tão bons assim” são desclassificados.

Uma vez definidas as nações participantes, as atenções voltam-se para a formação de cada time. É a terceira seleção. Mesmo sendo uma função própria do treinador de cada time, dificilmente há um torcedor que não possua, contudo, uma opinião contrária à do técnico. Alguns discordam e contestam de forma silenciosa ou discreta e outros nem tanto assim. Que o diga o técnico da Seleção Brasileira de Futebol, conhecido popularmente pelo seu apelido, Dunga. Nos tempos de jogador, Dunga destacava-se pela qualidade de suas jogadas e pela força do seu temperamento. Essa sua característica, diga-se de passagem, deve tê-lo auxiliado muito nos últimos meses, afinal, deixou de convocar jogadores aclamados pela torcida brasileira, gerando desconforto e reclamação entre muitos torcedores.

Cá para nós, sendo técnico, Dunga tem autonomia para montar, dentro das possibilidades, o time que considerar completo, harmonioso e capaz de alcançar o título. Ao não selecionar Ronaldinho Gaúcho, Neimar ou Adriano, por exemplo, não quer dizer que tais jogadores não possuam talento. Quem gosta de futebol sabe que são excelentes jogadores! Entretanto, enquanto técnico, Dunga teve que preocupar-se com o coletivo. Qual jogador brasileiro não gostaria de estar na Copa? Mas não basta boa vontade; é preciso estar preparado! A boa forma física e a maturidade no campo e fora dele são alguns itens prováveis de avaliação para a seleção do melhor time possível.

Enquanto cristãos, desde criancinhas ouvimos as passagens que nos remetem ao final dos tempos, onde passaremos por uma espécie de seleção cujo prêmio para os vitoriosos é o céu. Não se trata de uma competição, contudo, onde uns precisam perder para que outros ganhem. Todos podem ganhar! É preciso não desanimar! Preparar-se com o afinco do atleta e buscar bons resultados em cada batalha do dia a dia, esforçando-se ainda mais diante de possíveis resultados negativos.

O cristão precisa estar convicto de que “Deus não faz distinção de pessoas” (At 10,34), ou seja, o céu é para todos! Ninguém precisa perder a graça da eternidade, pois ela está ao alcance de toda a humanidade. O preço já foi pago: “Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das obras, para que ninguém se glorie. Somos obras sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos” (Ef 2,8-10).

É preciso reconhecer a própria fraqueza e voltar o coração para o Senhor, que torna-se força e ajuda cada um a progredir na fé e a realizar as obras que o Pai lhes preparou.

Renata M. B. Torres

Equipe do Site

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