Hoje trazemos à memória Santo Agostinho, doutor da Igreja.
Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.
Apesar da grande capacidade intelectual, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas tanto nas paixões mundanas, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.
Escritas dez anos após sua conversão (397 – 400), as “Confissões” de Santo Agostinho, ainda hoje, são modelo de narração autobiográfica. Escreve de maneira densa e nutrida de citações meditadas nas Escrituras e de reflexões filosóficas, são reflexos de uma alma agitada e cheia de questionamentos e revelam uma intensa vontade de encontrar a verdade definitiva que satisfaça sua imensa vontade de saber, de crer e de ser perdoado.
Suas confissões são, sobretudo, um humilde e franco reconhecimento de suas fraquezas, mas também a revelação de uma confiança e de uma gratidão pelo Deus que descobriu sob a força da perseverança da oração de sua mãe, santa Mônica.
Como ele mesmo escreveu sobre suas Confissões: “Os treze livros de minhas confissões (pois “Confissões” são treze livros condensados em apenas um), louvam o Deus justo e bom por meus males e bens, e elevam até Ele as mentes e os corações dos homens; senti este efeito enquanto as escrevia, e torno a senti-lo cada vez que as leio”.
Em frases como: “Que consegue dizer alguém quando fala de Ti? Mas ai dos que não querem falar de Ti, pois são mudos que falam”, vê-se um Agostinho convertido e satisfeito por ter encontrado finalmente o motivo de sua vida.
Enquanto nos deixamos influenciar por artistas e amizades fúteis, por modismos passageiros e atitudes sem ética cristã, vale lembrar esses escritos de Santo Agostinho, conhecê-los e procurar vivê-los para discernir a nossa verdadeira missão. Se não temos a capacidade oratória e intelectual deste santo, ler seus escritos e conhecer sua vida e pensamento nos ajuda a vivermos na sociedade que, como no tempo de Agostinho, nos mostra vários caminhos de encontrar felicidade, mas somente um nos garante o alcance da verdadeira.
Que os ensinamentos e a intercessão de Santo Agostinho nos mostrem o verdadeiro caminho a seguir em busca da única verdade que nos liberta e salva. Que possamos finalmente dizer com ele: “quando confessamos nossas misérias e reconhecemos tua misericórdia para conosco, manifestamos o nosso amor por ti, a fim de que leves a termo a nossa libertação que iniciaste, e deixando de ser infelizes em nós, sejamos felizes em ti”.
Equipe do Site.
Francisco Herbet Bezerra de Menezes.
Refrência:
Santo Agostinho, Confissões. Editora Paulus.
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