São Cornélio, papa e São Cipriano, bispo, mártires, Memória
Quarta-feira 16/09/2026 (Ano A)
Conheça a história de São Cornélio e São Cipriano
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São Cornélio e São Cipriano
São Cornélio - Papa e mártir (+253)
Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado, depois de um período vago na Cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio. O Papa Cornélio foi eleito quase por unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o sucessor do anterior, martirizado por aquele cruel tirano. Assim, Novaciano se consagrou Bispo e se proclamou Papa, isto é antipapa. Nesta condição se criou o primeiro cisma da Igreja.
Nesta ocasião a Igreja se debatia internamente para tentar uma solução definitiva quanto à conduta a ser adotada em relação a um dos seus maiores problemas da época, referente aos "lapsos", nome dato aos sacerdotes e fieis, que renegavam à fé e se separavam da Igreja, durante as perseguições que se impunham aos cristãos.
Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adotado um discurso e postura muito indulgente, boa e compreensiva, para com os desertores da fé católica. Atitudes essas que lhe valeram grandes atribulações e incompreensões. Mas à toda essa oposição contou sempre com o apoio incondicional e fiel do Bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da África.
Entretanto o imperador Décio morreu em combate sendo sucedido por Galo, que voltou com as perseguições. Assim, o Papa Cornélio acabou preso e exilado para um lugar que hoje se chama Cività-Vecchia, em Roma.
No exílio, o Papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Onde encontrava um pouco de alegria nas cartas que recebia do Bispo Cipriano, seu admirador e amigo de fé, muito preocupado em lhe mandar algumas palavras de consolo.
Morreu em junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por daquele imperador, por não aceitar prestar o culto aos deuses pagãos. Foi sepultado no cemitério de São Calixto. A festa litúrgica do Santo Papa Cornélio foi colocada calendário da Igreja no dia 16 de setembro, junto com à de Santo Cipriano, que depois também foi martirizado pela fé em Cristo.
São Cipriano - Bispo e mártir (200-258)
A violenta perseguição anticristã de Décio, que custou a vida a milhares de cristãos, suscitou na Igreja a questão dos assim chamados libelistas - isto é, aqueles dentre os cristãos que, para fugir à condenação capital, iam à procura, dissimuladamente, do 'libellus', ou seja, do certificado que os apontava como bons e honestos cidadãos, por terem prestado homenagem à estátua de um ídolo, com alguns grãos de incenso. Quem, em seguida, tivesse abertamente renegado a Cristo era declarado 'lapsus', quer dizer, decaído. O novo pontífice Cornélio se manteve numa linha moderada, readmitindo na comunhão os libelistas e concedendo o perdão aos 'lapsi', que podiam ser absolvidos na iminência da morte. Mas Novaciano, um intransigente presbítero romano, contestou o papa e, portanto, a Igreja, afirmado o direito de perdoar, quer fossem os libelistas, quer fossem os 'lapsi'. E, declarando Cornélio deposto, elegeu a si próprio papa. Cipriano, bispo de Cartago, alinhou-se com o legítimo pontífice. Contra o antipapa Novaciano escreveu seu mais importante tratado: o 'De catholicae ecclesiae unitate', além de numerosas cartas, que o colocam entre os grandes escritores da literatura cristã latina. Tácio Ceciliano Cipriano, nascido na África consular, se convertera ao cristianismo depois de uma brilhante carreira como docente de retórica e cidadão eminente na esplêndida cidade de Cartago (da qual se tornou bispo em 248). Sua eleição episcopal coincide com o novo edito imperial contra os cristãos. Durante a perseguição, Cipriano escolheu a via da clandestinidade; depois, passada a tormenta, retornou a Cartago e concedeu o perdão aos libelistas - uma linha moderada que teve a aprovação de Cornélio. Ao recomeçar a perseguição, no império de Valeriano, Cornélio foi relegado a 'Centumcellae', a atual Civitavecchia, onde morreu em decorrência dos sofrimentos, e foi sepultado nas catacumbas de Calisto.
fonte: 'Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente', Paulinas Editora.
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